domingo, 21 de outubro de 2012

O ESTIGMA DA CELEBRIDADE




O homem que se torna célebre fica sem vida íntima: tornam-se de vidro as paredes de sua vida doméstica; é sempre como se fosse excessivo o seu traje; e aquelas suas mínimas ações – ridiculamente humana às vezes – e que ele quereria invisíveis, coa-as a lente da celebridade para espetaculosas pequenezes, com cuja evidência a sua alma se estraga ou se enfastia. É preciso ser muito grosseiro para poder ser célebre à vontade. (trecho do texto: Celebridade de Fernando Pessoa)



Um dos grandes protagonistas para alcançar o status de celebridade são os realitys shows televisivos e as novelas. Decorrente de uma participação nestes programas acaba-se rendendo fama, baladas de sucesso, espaços privativos, aparecimentos em programas televisivos e afins. Há um incentivo da mídia em geral, para que as pessoas entrem no rol das celebridades. Há uma corrida frenética, para: aparecer, estar em evidência, ser notado, ser protagonista, tomar a atenção da mídia, ter uma nota nos tablóides famosos. Afinal, não estaria por de trás de tudo isso, uma patologia da alma humana?


Por que ser uma celebridade é uma obsessão para tanta gente? Carência humana? Puramente vaidade? São indagações que proporcionariam muitas horas de debate. As pessoas não aceitam menos do que a verossimilhança. Muito mais do que um impulso cultural ou influência midiática, ser uma celebridade tem se tornado para muitos, uma questão de sobrevivência.


O rótulo da fama é como um medalhão que nos torna aptos para a vida, é como uma condecoração, como um diploma do: agora sim, sou alguém!!!


Tolice e equívoco é basear a vida na fama, esquecendo-se da beleza da simplicidade e do anonimato. Madre Tereza de Calcutá doou sua vida em servir os menos favorecidos, sempre buscou se esquivar dos holofotes da mídia, sua singeleza de coração, foi na verdade seu grande VALOR.


Quem dera tivéssemos mais madres Terezas neste mundo tão superficial e complicado. Ser notável, é ser honrado na vida, é não perder a humildade, é não buscar o topo para humilhar os subordinados, é não agir com verossimilhança, é ser o que você é!



Pense nisso!



Anderson Flávio





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