terça-feira, 27 de setembro de 2011

PRIMAVERA DO AMOR

Uma estrofe do poema "Primavera do Amor", agosto/1970:

"Vem chegando a Primavera

Sorridente e muito bela,

Vem florir o nosso amor.

Verdes campos, belas flores,

Traz perfumes, traz sabores,

Tudo para o nosso amor".
                                                                                                             
                                                                                       (Autor: Artur Gabriel de Oliveira)




sexta-feira, 23 de setembro de 2011

O INFERNO SÃO OS OUTROS

Dificilmente o ser humano consegue se perceber, todavia é muito comum terceirizarmos os erros dos quais somos acometidos o tempo todo.

Assumir que erramos é uma das piores afrontas que se faz ao próprio eu. Há uma intencionalidade enorme em transferirmos nossos deslizes, porque racionalmente procura-se manter um status de primazia em ser assertivo.

Como disse o filósofo francês Satre ´´ o inferno são os outros ´´

As implicações são ferrenhas para o ego, quando se resolve assumir um engano, um equívoco, alguma culpa, uma desinformação, uma falha, um súbito de raiva, uma impulsão sem razão, entre outras. Pra que esmurrar o próprio ser? Para que maltratar a alma? Acaso a pessoalidade sofre de masoquismos? As demandas do orgulho e dos interesses internos ofuscam na maioria das vezes qualquer possibilidade de não transformar os outros no seu inferno pessoal. É a presunção humana em foco mais uma vez.

O ser humano é tão racional quanto a isso que subitamente se percebe quando se está caminhando fora da rota. Nesta avenida da negação da perfeição se anda com sapatinhos de veludo para não causar barulho algum e nem desconfiança quanto aos desvios que são feitos rotineiramente. É necessário aprender a andar melhor nesta estrada, com maior diligência, saber pisar no freio no momento certo, engatar a embreagem sem precipitação, assim sendo, o surto do excepcional condutor da alma na estrada da negação da perfeição, poderá ser contido.

Se começa com atos comedidos, um aqui, outro ali e outro acolá, assim, cada ser humano vai aprendendo a se perceber como ser humano, isto significa logo imperfeito.

Pense nisso!

Anderson Flávio