sábado, 11 de setembro de 2010

UMA GRANDE INABILIDADE DO HOMEM!

A Psicologia é uma ciência que colabora muito no que tange ao entendimento do ser humano. Por trabalhar em Recursos Humanos e ter de lidar com tantas pessoas diferentes venho me exercitando na pesquisa e estudo pessoal sobre o comportamento humano, recorrendo ao enorme conteúdo existente na Psicologia. Algo que vem mexendo com minha percepção há algum tempo é o fato de termos de nos relacionar com o que difere de nossas ideologias, cultura e percepção de mundo. Nenhum ser humano é igual ao outro, cada qual possui suas peculiaridades e percepções de mundo e ideologias que na maioria das vezes contrasta com as nossas convicções pessoais. Está provado de que o homem possui uma grande inabilidade de interagir com aquilo que seja de caráter diferente de como ele próprio se comporta. O fato é que implicitamente afirmamos que nosso modo de ser e agir é o mais assertivo. Só que muitas vezes não atentamos para o fato de que as diferenças geram crescimento, oh! Será mesmo? Sim. Compartilhar, trocar e dividir experiências abrange consideravelmente nossa percepção de mundo.
Somos tendenciosos a resistir àquilo que não venha de encontro com nossa ótica, no entanto, é relevante começarmos a perceber que as diferenças não devem ser consideradas radicalmente com nulidade, mas requer uma análise racional e intuitiva da nuança que se evidencia na interação com o diferente. Ouvir, entender e abranger deve ser o padrão básico para minimizarmos essa inabilidade humana de lidar e aceitar: o diferente.
Obviamente que se deve considerar o diferente quando ele não fere nossos princípios, que não extrapolem leis, e que não tenha implicitamente modos de conduta de natureza anarquista. Se não fosse assim, tudo viraria uma ´´ farra do boi ´´ e padrões universais de comportamento e ética não teriam razão de existir.
Um exemplo para melhor entendimento: O Chiquinho não gosta de bolo de chocolate, mas o senso comum adora o bolo de chocolate, no entanto, o princípio da razoabilidade para isso não deve ficar inerte, devemos pesquisar e procurar conhecer o motivo pelo qual o Chiquinho não gosta do bolo de chocolate. Ao invés de julgarmos, de sermos agressivos no persuadir para que ele converta seu paladar ao bolo de chocolate, é muito mais inteligente interagir de modo construtivo para que possamos fazer dessa inabilidade algo positivo para o coletivo.

Pense nisso!

Anderson Flávio

sábado, 4 de setembro de 2010

A NOBREZA DE NELSON MANDELA

Alguns seres humanos acabam por conseguir registrar seus nomes no rol da história, por tão grande façanha. Mandela é um desses homens que enobrecem o sentido da vida. Ao assistir o filme Invictus recentemente que trata entre outras coisas do time de Rubgy da África do Sul e dos esforços de Mandela para fazer este time ser campeão, pude perceber como a atitude assertiva de um homem tem o poder de construir algo tão significativo como dignidade e paz. Mandela ficou preso por muitos anos por lutar contra a segregação racial na África do Sul. O impressionante é que com seus 90 anos ainda consegue ser de fato um agente de paz. Quando possuímos ideais de cunho pacífico temos muito mais êxito do que quando as nações embravecidas em suas tutelas de ´´ amor a pátria ´´ promovem guerras onde milhares de pessoas perdem a vida. Gandhi e Martin Luther King também mostraram ao mundo que um ideal deve ser precedido de objetivo de paz. Ambos foram inspirados pelos ensinos de Jesus Cristo.
Será que no atual século os homens realmente têm a coragem de tirar o chapéu para atos nobres?
O capitalismo que gera nas pessoas o egocentrismo, essa ideologia Iluminista implícita na sociedade atual, que considera Deus desnecessário, que se embriagam em seus próprios desejos fúteis, essa avalanche de horror mundial, entre outras coisas, nos leva a perscrutar o ser humano a fim de acharmos ´´novos Mandelas ´´, que carreguem sentimentos pela construção da paz.
Quem dera deixássemos a teoria da paz e de fato começássemos a praticá-la em meio a desarmonia da comunhão entre Deus e a Humanidade.
Todos nós temos a possibilidade de sermos agentes de paz, é liberalidade nossa.
Pense nisso!

Anderson Flávio