domingo, 31 de outubro de 2010

CARTA DE ALFORRIA AOS SERES HUMANOS

O conhecimento é a bola da vez no século XXI não somente para as grandes organizações, bem como as confrarias multifacetadas, mas para todo ser humano que desejar sobreviver à competitividade e inovação global.
Paulo Freire tem uma frase em minha opinião fantástica: ´´ A educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tão pouco a sociedade muda ´´
Esta frase reflete a relevância da construção ininterrupta do pensamento e das abrangências filosóficas.
Ter conhecimento é ter a grande possibilidade de livrar-nos dos engodos dos malfeitores e aproveitadores de plantão. A inserção do senso crítico nas situações assistidas, o desenvolvimento da percepção e as lacunas que proporcionam espaço para a investigação, são ferramentas válidas para um olhar mais holístico das provas e armadilhas da existência humana.
Você já parou para pensar porque alguns em pleno século XXI insistem em assegurar o poder retendo conhecimentos? O pior modo de escravidão é a condução enganosa do pensamento; é sermos como marionetes nas mãos dos ´´ senhores feudais ´´.
Por isso, leia, estude, pesquise e, sobretudo compartilhe seus conhecimentos, pois isto proporcionará a você vantagem salutar.

Adquirir conhecimento é a grande carta de alforria aos seres humanos.

Pense nisso!

Anderson Flávio

sábado, 11 de setembro de 2010

UMA GRANDE INABILIDADE DO HOMEM!

A Psicologia é uma ciência que colabora muito no que tange ao entendimento do ser humano. Por trabalhar em Recursos Humanos e ter de lidar com tantas pessoas diferentes venho me exercitando na pesquisa e estudo pessoal sobre o comportamento humano, recorrendo ao enorme conteúdo existente na Psicologia. Algo que vem mexendo com minha percepção há algum tempo é o fato de termos de nos relacionar com o que difere de nossas ideologias, cultura e percepção de mundo. Nenhum ser humano é igual ao outro, cada qual possui suas peculiaridades e percepções de mundo e ideologias que na maioria das vezes contrasta com as nossas convicções pessoais. Está provado de que o homem possui uma grande inabilidade de interagir com aquilo que seja de caráter diferente de como ele próprio se comporta. O fato é que implicitamente afirmamos que nosso modo de ser e agir é o mais assertivo. Só que muitas vezes não atentamos para o fato de que as diferenças geram crescimento, oh! Será mesmo? Sim. Compartilhar, trocar e dividir experiências abrange consideravelmente nossa percepção de mundo.
Somos tendenciosos a resistir àquilo que não venha de encontro com nossa ótica, no entanto, é relevante começarmos a perceber que as diferenças não devem ser consideradas radicalmente com nulidade, mas requer uma análise racional e intuitiva da nuança que se evidencia na interação com o diferente. Ouvir, entender e abranger deve ser o padrão básico para minimizarmos essa inabilidade humana de lidar e aceitar: o diferente.
Obviamente que se deve considerar o diferente quando ele não fere nossos princípios, que não extrapolem leis, e que não tenha implicitamente modos de conduta de natureza anarquista. Se não fosse assim, tudo viraria uma ´´ farra do boi ´´ e padrões universais de comportamento e ética não teriam razão de existir.
Um exemplo para melhor entendimento: O Chiquinho não gosta de bolo de chocolate, mas o senso comum adora o bolo de chocolate, no entanto, o princípio da razoabilidade para isso não deve ficar inerte, devemos pesquisar e procurar conhecer o motivo pelo qual o Chiquinho não gosta do bolo de chocolate. Ao invés de julgarmos, de sermos agressivos no persuadir para que ele converta seu paladar ao bolo de chocolate, é muito mais inteligente interagir de modo construtivo para que possamos fazer dessa inabilidade algo positivo para o coletivo.

Pense nisso!

Anderson Flávio

sábado, 4 de setembro de 2010

A NOBREZA DE NELSON MANDELA

Alguns seres humanos acabam por conseguir registrar seus nomes no rol da história, por tão grande façanha. Mandela é um desses homens que enobrecem o sentido da vida. Ao assistir o filme Invictus recentemente que trata entre outras coisas do time de Rubgy da África do Sul e dos esforços de Mandela para fazer este time ser campeão, pude perceber como a atitude assertiva de um homem tem o poder de construir algo tão significativo como dignidade e paz. Mandela ficou preso por muitos anos por lutar contra a segregação racial na África do Sul. O impressionante é que com seus 90 anos ainda consegue ser de fato um agente de paz. Quando possuímos ideais de cunho pacífico temos muito mais êxito do que quando as nações embravecidas em suas tutelas de ´´ amor a pátria ´´ promovem guerras onde milhares de pessoas perdem a vida. Gandhi e Martin Luther King também mostraram ao mundo que um ideal deve ser precedido de objetivo de paz. Ambos foram inspirados pelos ensinos de Jesus Cristo.
Será que no atual século os homens realmente têm a coragem de tirar o chapéu para atos nobres?
O capitalismo que gera nas pessoas o egocentrismo, essa ideologia Iluminista implícita na sociedade atual, que considera Deus desnecessário, que se embriagam em seus próprios desejos fúteis, essa avalanche de horror mundial, entre outras coisas, nos leva a perscrutar o ser humano a fim de acharmos ´´novos Mandelas ´´, que carreguem sentimentos pela construção da paz.
Quem dera deixássemos a teoria da paz e de fato começássemos a praticá-la em meio a desarmonia da comunhão entre Deus e a Humanidade.
Todos nós temos a possibilidade de sermos agentes de paz, é liberalidade nossa.
Pense nisso!

Anderson Flávio

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

REAÇÕES HUMANAS, UM GRANDE QUEBRA-CABEÇA!


Reações humanas, um grande quebra-cabeça!

Quero compartilhar com vocês uma reflexão pessoal que tenho feito por alguns dias sobre as reações humanas. A palavra idiossincrasia é no mínimo estranha para muitos, de modo simples ela quer dizer: a maneira de ver, de sentir e de reagir própria de cada pessoa.
Porque será que as pessoas na maioria das vezes reagem de modo muito inesperado ao que em tese estávamos esperando? É necessário aprendermos a cada dia, que no contexto social e cívico em que vivemos lidamos com pessoas e não robôs programados. Se pudéssemos moldar o modo de reação das pessoas, certamente faríamos. Cada ser humano possui características que lhe são muito peculiares, sendo assim, devemos estar sempre prontos para o inesperado. Que colocação mais estranha não acha? Pois bem, é interessante usarmos a empatia, isto é, a capacidade de se colocar no lugar do outro, para ao menos tentarmos compreender as reações expressas. Um dos maiores desafios da vida humana consiste justamente em nos relacionarmos com o diferente. Essa dificuldade de todos nós; é sem dúvida uma das maiores falibilidades humanas. Porque alguém responde o meu Bom Dia de modo deselegante? Porque o entrevistado não me dá respostas prontas? Porque o vitimado nem sempre reage de modo vingativo? Porque a má educação nem sempre é retalhada com berros e gesticulações? Será que de fato nos matriculamos na escola do equilíbrio? Pode ser.
Tive uma experiência interessante por estes dias, que vou contar. Dei uma determinada sugestão a uma estimada amiga e ela reagiu de uma maneira muito inesperada, foi bastante incisiva quando se dirigiu a mim, com o rosto um tanto avermelhado. Fiquei pensando procurando entendimento daquilo. Após uma busca no inconsciente, entendi. Ela tinha algo interiorizado fazia dias, mas se conteve até o momento que eu abri um precedente para que ela pudesse se expressar. Achei muito rica esta experiência, pois conclui que realmente é cabível a utilização da empatia para entendermos algumas falas e procedimentos humanos, antes de desencadearmos uma desavença.
Como disse Sócrates: ´´ Eu só sei que nada sei ´´.
Vivendo e aprendendo, esta é a grande dinâmica da vida!

Anderson Flávio




segunda-feira, 17 de maio de 2010

ESPÍRITO DE EQUIPE É COISA DO PASSADO?



Tenho refletido há alguns dias, sobre espírito de equipe. Todos nós sabemos que no mundo atual, as pessoas estão cada vez mais tendenciosas ao individualismo. O capitalismo selvagem, a necessidade de crescer de modo imediatista, a luta contra o tempo que parece cada vez mais curto, e outras situações que poderíamos elucidar, corrobora para isso. No entanto, é necessário que todos nós pobres mortais, tenhamos diante de nós a necessidade de compartilhar. O ótimo treinador Bernadinho tem uma frase muita boa: “Nunca esqueça que a vaidade é inimiga do espírito de equipe.” Objetivos pessoais, a busca pelo crescimento quando não é mensurada no contexto das minhas atitudes e tarefas do dia a dia, pode comprometer extremamente todo um coletivo. O sucesso de uma equipe se faz com a participação de todos, mesmo que uma ou duas pessoas tenha se destacado no decorrer de um trabalho, todos evidentemente devem colaborar com a sua parcela, de energia, intelîgência e voluntariado. Quando uma equipe vence todos serão beneficiados. Fico um tanto desapontado, quando contemplo alguém retendo conhecimento, agindo com superficialidade e se doando pouco a sua equipe!
Nossa!!! Quando vamos aprender de fato, o princípio de vitória em conjunto? Nossos ancestrais, tinham a idéia fixa da força em conjunto pela sobrevivência. A modernidade e o capitalismo gera cada vez mais o ´´ cada um por si e Deus por todos ´´.
Devemos acordar em quanto é tempo, equipe não é ´´eu´´ equipe é sempre nós. Equipe não é o melhor orador, o melhor cantor, o melhor redator de texto, equipe são partes que se juntam, que unem forças a fim de um só objetivo.
Devo sempre servir e também ser servido, a coletividade é a maior força que os homens podem encontrar para realizar com sucesso seus projetos e ideais.
É necessário comprometimento, mão amiga, voluntariado, empatia e sobretudo foco no objetivo final.
Pense nisso!
Anderson Flávio